
A cidade de Orlando (EUA), um dos principais destinos turísticos do mundo, além de estar na lista dos lugares preferidos das crianças,
povoa também o imaginário dos mais crescidinhos. Esta cidade da Flórida recebe todo ano cerca de 48 milhões de turistas. É fácil encontrar nas filas dos parques uma criança acompanhada por pais, avós, tios... E muitos grupos, inclusive, sem crianças.
Com uma temperatura agradável (perto dos 27ºC, em média, no verão, e dos 19ºC no inverno), Orlando é uma opção para os passeios de final de ano e das férias de julho. Os dias mais quentes estão entre junho e agosto. Já de novembro a janeiro, quando o sol se põe, é preciso estar prevenido com um moletom ou um casaco leve.
Esse clima ajuda a enfrentar a maratona de visitas ao carro-chefe da cidade, os parques do Complexo Disney, Universal Studios e os do grupo SeaWorld. Apesar de o Departamento de Turismo insistir na divulgação de que a cidade tem muito mais a oferecer, como os museus, o centro histórico, que foi revitalizado...
Uma dica, ao desembarcar em Orlando, antes de passar pela imigração, não abra seu celular ou câmera fotográfica. É quase uma paranóia. Em segundos funcionários o cercarão mandando fechar o aparelho. Caso a foto já tenha sido feita, eles tomam a câmera e a apagam antes de devolver o equipamento.
O planejamento é fundamental para aproveitar cada detalhe deste mundo de diversão. Para conhecer com relativa calma os parques é preciso dispensar pelo menos um dia a cada um. Isso fora da alta temporada, já que em período de férias e especialmente na época de Natal alguns deles requerem dois dias, é o caso do Epcot.
Um atenuante para o passeio é que nestas datas de grande movimento a administração costuma estender o horário de funcionamento dos parques. Alguns chegam a ficar abertos até meia-noite, 1h. O que não quer dizer que você vá agüentar inteiro até o final.
Outra dica é chegar cedo, quando você ainda consegue aproveitar algumas atrações sem pegar fila. Em geral, os parques abrem por volta de 9h. É bom não levar objetos cortantes ou perfurantes nas bolsas, já que há uma revista na entrada e isso pode atrasar o seu passeio.
Ah, não se preocupe também em tentar desviar ou pegar outro caminho em razão das filas no estacionamento. Tudo é muito organizado, você não escolhe sua vaga. Os carros são direcionados lado a lado conforme a chegada.
A distância do estacionamento em relação à entrada dos parques também não é problema. Há um trenzinho que passa a cada cinco minutos para levar os visitantes do estacionamento à entrada, o mesmo acontecendo na volta. Só grave bem a atração (as fileiras têm nome de atrações da Disney e da Universal) e o número da baia onde você estacionou (a Carteira Nacional de Habilitação é válida nos EUA).
Sem fila
Uma facilidade que os parques incorporaram é o "free passport". Na Disney você pode eleger as suas atrações preferidas e garantir a entrada. Em frente aos brinquedos mais concorridos há um guichê de auto-atendimento onde você retira um "fast pass", que traz um intervalo de horário para você voltar à atração e entrar sem enfrentar fila, por um corredor paralelo.
Esse passaporte é gratuito, basta você se programar, já que não é permitido outro "fast pass" enquanto o horário do anterior não expirar. Lembre-se de retirar o seu passaporte da máquina depois que sair o "fast pass", pois é preciso inseri-lo para ganhar o "fast pass".
Já nos parques da Universal, você desembolsa cerca de US$ 50 para comprar o "Universal Express Pass", o que lhe garante também o ingresso nos brinquedos, teoricamente, sem passar pela fila. O diferencial é que na Universal você não tem o horário marcado, é só escolher o brinquedo e entrar. Acontece que, por não marcar horário, você pode enfrentar uma pequena fila formada pelos outros visitantes que também adquiriram o "Universal Express Pass".
Em ambos os complexos há brinquedos para todas as idades. Desde um simples carrossel a elevadores que despencam, montanhas-russas de tirar o fôlego, com dois, três loopings, como é o caso da montanha-russa do Hulk (há uma rede embaixo para que os objetos que insistem em seguir a lei da gravidade não caiam na cabeça dos visitantes).
O ideal é conseguir os folhetos dos parques no dia anterior à ida para você reconhecer a área, localizar as atrações mais interessantes, saber os horários das paradas e dos shows de fogos e luzes. (Denise Perotti)
Fonte: http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/orlando_index.jhtm