
A Praia do Abricó sem dúvida é um paraíso de águas cristalinas, cercada por montanhas e vegetação tropical,
sendo uma área de proteção ambiental dentro da reserva biológica do Parque de Grumari.
Por sua exuberância e beleza natural, por ser cercada por montanhas e por sua proximidade com o centro urbano a Praia de Abricó é o ponto ideal para a prática do naturismo no Rio de Janeiro. Apesar dos meios de transportes coletivos deixarem seus passageiros a cerca de 5 km da praia, existe uma estrada asfaltada que possibilita o acesso até bem próximo à praia.
Após a decisão judicial de 30 de setembro de 2003 a Praia de Abricó voltou a ser praia oficial de naturismo sendo a única da cidade do Rio de Janeiro.
Privilegiada por sua geografia, que a torna escondida e quase secreta, Abricó sempre teve preferência para a freqüência naturista por seu acesso fácil. No início, era quase deserta e muito poucos naturistas a conheciam. Este número teve um pequeno aumento na década de 1980, quando, nos dias de semana, dezenas de naturistas eram vistas em suas areias. Havia uma convivência harmoniosa entre os nus e os vestidos e, até mesmo, a polícia confraternizava-se com o grupo. No entanto no início dos anos 90 essa paz foi quebrada repentinamente. Começou a haver repressão e achaque policial aos nus da praia, que foi se intensificando com o passar do tempo. Criou-se um clima de revolta e começaram a surgir sugestões para contornar o problema. Então a idéia de tentar oficializar a prática naturista tomou corpo, incentivado pelo surgimento da praia do Pinho, em Santa Catarina.
Deputados, vereadores e a prefeitura começaram a ser procurados, até que em 1992, um projeto preparado pela RIO-NAT (antiga associação naturista do Rio) e por Pedro Ribeiro, freqüentador do Abricó, foi entregue à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para estudar o caso. Dois anos se passaram e, em 30 de novembro de 1994, o secretário de meio ambiente Alfredo Sirkis assinou a Resolução que permitia a prática do Naturismo, ressalvando o direito à freqüência dos não praticantes. Ou seja, em Abricó iriam conviver pelados e vestidos numa boa. Mas um advogado, ex-seminarista, pouco se importando com os direitos civis de minorias, apenas com o intuito de aparecer na mídia, apelou para o Código Penal - o danado que dá margem a todo tipo de barbaridade - mais especificamente ao artigo 233 que, dependendo da interpretação, pode considerar ultraje ao sentimento coletivo de pudor estar sem roupa em local público, alegando que ao município do Rio não tinha direito de incentivar a imoralidade pública, entrou com uma ação na 7ª Vara de Fazenda Pública pedindo a cassação do espaço dos naturistas. Um juiz, uma semana depois de abertura, concedeu uma liminar proibindo a prática do naturismo em Abricó. Alfredo Sirkis, que deu carta branca ao projeto, ficou arrasado: "esses senhores estão expondo o Rio de Janeiro ao ridículo, querendo transformá-lo numa província islâmica".
As tentativas para cassar a liminar, por parte da prefeitura e da Rio-NAT, foram frustradas. Assim, a praia ficou proibida até março de 2001, quando, no julgamento do Mérito, fomos vitoriosos em 1ª Instância.
Como chegar
A Praia está localizada na cidade do Rio de Janeiro na Zona Oeste. Seguindo pela estrada de acesso a Prainha e Grumari, logo no final da descida para Grumari, você verá essa placa do restaurante. A Praia de Abricó fica logo em frente a esse restaurante caminhando pela areia em direção a esquerda, para trás das pedras.